A CRISE E O ATENDIMENTO ANTIPÁTICO

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O atendimento no Brasil nem sempre é o mais simpático comparado aos outros países, pelo contrário, o vendedor brasileiro é um dos mais carrancudos segundo um estudo feito pela empresa sueca Better Business World Wide, divulgada no final de agosto de 2015. A referida pesquisa, efetuada em 2014, reuniu 1,7 milhões de avaliações de atendimentos realizados em clientes secretos de 69 países da África, Europa, Ásia e América. Além do sorriso, a pesquisa analisou o índice de vendas adicionais e cumprimentos de saudação nos países. No Brasil, 22 mil clientes secretos participaram desta pesquisa. O resultado concluiu um ranking parcial com 16 países e o Brasil ficou em penúltimo lugar, somente à frente do Japão.

Comparado à pesquisa de 2013, o Brasil despencou da nona para a décima quinta posição, o que gerou preocupação aos profissionais que ministram treinamentos de vendas. A explicação dessa queda foi o cenário conturbado da política e a instabilidade econômica que o Brasil tem passado, período com muitas manifestações populares reivindicando melhorias sociais, justiça, transparência e qualidade de vida ao povo brasileiro. O que esperar de 2016 se a crise não só aumentou como ainda se generalizou?

Não há nenhum questionamento que, para melhorar a situação durante a crise, será necessário investir em atendimento de qualidade, principalmente quando preços e produtos são similares e é o relacionamento com o cliente que fará a diferença para conquistar e fidelizar os consumidores. Todavia, o atendimento de qualidade só será possível se tivermos profissionais de atendimento que tenham estabilidade emocional para ficarem impassíveis, durante a sua jornada de trabalho, diante de uma realidade incômoda e indigesta: instabilidade no emprego, perda do poder de compra, aumento constante de encargos e surgimento de novos impostos, corrupções astronômicas no governo, injustiça social, etc. É compreensível a situação do país refletir na qualidade do atendimento, embora não podermos aceitá-la mesmo que passivamente.

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A crise não pode ser motivo para se criar um ciclo vicioso da antipatia no atendimento comercial e para tal, estar de bem consigo mesmo é um excelente começo:

– Tenha uma visão otimista: crie o hábito de enxergar os pontos positivos com o que acontece no seu dia a dia;
– Valorize e comemore as suas conquistas;
– Aprenda a criar pensamentos e sentimentos positivos;
– Seja merecedor do seu sucesso: render muito é diferente de trabalhar muito;
– Evite palavras negativas;
– Pratique uma atividade física;
– Reclame menos, ria mais e compartilhe a felicidade com quem você gosta;
– Seja determinado, quando a oportunidade chegar você deve estar preparado;
– Elogie os seus clientes com sinceridade ;
– Mantenha uma boa aparência e vista-se adequadamente;
– Pratique boas ações;
– Leia bons livros, tenha momentos de lazer!
– Agradeça por ter todas as condições para ser uma pessoa feliz e sucedida!
– Carpe Diem!

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A palavra de ordem é atender bem para atender sempre.

O mercado da beleza, reconhecidamente um segmento que trabalha com a auto-estima das pessoas, é um dos setores menos afetados com a crise justamente porque, para se elevar a auto-estima dos clientes, inicia-se com a excelência no atendimento. Mesmo com a instabilidade política e econômica, o Brasil se mantém como o terceiro mercado mundial no consumo de cosméticos. Não por mero acaso, empresas deste setor treinam e orientam os seus colaboradores para que a empatia seja um círculo virtuoso e contagiante em toda a cadeia produtiva, assim, as empresas de cosméticos possuem profissionais qualificados e preparados para o melhor atendimento aos seus distribuidores que, por sua vez, representarão a empresa junto aos salões de beleza. Os salões de beleza, por conseguinte, atenderão os seus clientes finais que desejam a valorização da aparência e uma maior auto–estima. Essa cadeia produtiva não deve ser interrompida por falha no atendimento em nenhuma das etapas pois o princípio básico dos produtos de beleza é valorizar a estética, e seja cognitivo ou não, a excelência no atendimento inicial e o bem-estar resultante no cliente do salão de beleza são elementos indissociáveis para que se possa vender bem… e sempre!

2 comentários sobre “A CRISE E O ATENDIMENTO ANTIPÁTICO

  1. não acho que sejamos tão antipáticos assim.precisamos de uma pesquisa do comportamento dos nossos clientes Muitas vezes os nossos vendedores cumprem multifunções o que acarreta em mal atendimento. por ex. vender e cobrar ao mesmo tempo isso causa constrangimento. um grande abraço.

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